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Poluição dá origem a ‘ingrediente indigesto’ no peixe

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 “O mundo dá voltas”, já diria o ditado popular. E o lixo, também. É o que mostra um estudo publicado recentemente na revista Scientific Reports e um dos primeiros a vincular diretamente os resíduos produzidos pelo homem — e descartados incorretamente — ao peixe que se consome.

O resultado preocupa. Nada menos do que um quarto dos peixes vendidos nos mercados na Califórnia e na Indonésia contém, em suas entranhas, detritos plásticos e materiais fibrosos, indica a pesquisa feita pela Universidade da Califórnia, em Davis, e a Universidade de Hasanuddin na Indonésia.

Os pesquisadores coletaram amostras dos animais nos mercados de Makassar, na Indonésia, e nas regiões de Half Moon Bay e Princeton, na Califórnia.

Todos os fragmentos encontrados nos peixes na Indonésia eram de plástico. Por outro lado, 80 por cento dos destroços encontrados nos peixes da Califórnia eram de fibras.

Segundo a pesquisa, a diferença no tipo de detrito pode ter relação com a gestão de resíduos de cada local. A Indonésia dispõe de poucos aterros sanitários, e a coleta de lixo ou reciclagem é precária por lá.

Com isso, grandes quantidades de plástico são atiradas às praias e ao oceano todos os dias. O problema é agravado pela falta de água potável e purificada, o que obriga os moradores a beber água engarrafada.

“A Indonésia tem algumas das mais ricas vidas marinhas e biodiversidade na Terra, mas as suas regiões costeiras estão inundadas de detritos”, disse a coautora da pesquisa Susan Williams, professora da UC Davis. (Foto: Divulgação)

Enquanto isso, os Estados Unidos possuem sistemas altamente avançados para coleta e reciclagem de plásticos. No entanto, observam os pesquisadores, na Califórnia, a água usada nas máquinas de lavar roupa segue para estações de tratamento localizadas na costa do estado americano.

Os autores acreditam que os peixes da região acabam ingerindo as fibras remanescentes nos efluentes de esgoto.

Eles ressaltam que o plástico e as fibras são encontrados nos intestinos dos peixes. Isto significa que os seres humanos só estarão propensos a ingerir os detritos se o peixe for consumido inteiro, em vez de filetes.

No entanto, os pesquisadores ainda estão estudando se os produtos químicos presentes no plástico podem ser transferidos para a carne do animal.

A poluição dos oceanos por resíduos plásticos tem ganhado proporções inimagináveis, com consequências catastróficas para a vida nesse ecossistema. Alguns objetos de plástico, como redes de pesca descartadas, matam ao prender golfinhos, tartarugas marinhas e outros animais.

Fragmentos plásticos também se alojam na garganta e no trato digestivo de animais marinhos.

Fonte: Exame

 

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